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terça-feira, 29 de março de 2011

Release

Sinopse do livro "Modinha Punk I"






O nome “Modinha Punk” vem de encontro com um perceber do autor a sua inserção no mundo. E’ um modo, um ponto-de-vista que se debruça na realidade inefável de um mundo e um mar de sensações e sentimentos, ainda que ásperos.

Vivemos, finalmente, graças `a tecnologia e o esforço comum de muitos, a efetiva Aldeia Global, de Marshall MacLuhan. Um mundo que conversa com si próprio, que se move num concerto de informações e catarses, muitas vezes refletindo o humor do próprio autor. Ha’ uma “Modinha” – anárquica por natureza – no Ar...

Modinha Punk, em seus volumes I e II, são forças catárticas que manobram a história de vida e o psique do autor. Nele, encontramos um jogo de mitologias urbanas em sentido amplo, recolhendo o substrato do inconsciente coletivo.

Em Modinha Punk I, observamos uma face mais intrínseca ao autor das duas obras. Denso, anti-fascista por seu caráter contestador, ele é subjetivo e artesanal ao mesmo tempo, assim como possui um caráter ingênuo a contrastar com a ruptura e dureza de seu contexto.

Inspirado nos Hai-Kais humorísticos de Millôr Fernandes, trata-se de uma extrapolação, conceituando a obra como Punk. Basta lembrar que nenhuma obra é inteiramente original no estrito senso – não há nada de novo sob o Sol, já dizia o Eclesiastes. Há, sim, poder de síntese e o sentido de vertigem ao ler-se estes escritos. Somado a alta criatividade.

Estes são os primeiros ensaios de poesia formal de Farah. Deixa-nos, no entanto, o desejo e o apetite de mergulharmos ainda mais a fundo em seu dialeto particular e extra-convencional.


















Orelha do livro.

Oriunda da música (a Fluminense FM sendo uma referência indefectível no despertar à Arte), possui um tom abstrato como o jazz ou funk `a la Motown e onírico como o universo de Jim Morrison. De fato, a musicalidade permeia toda o discurso falante da poesia no contexto literário. Como diz o crítico Vander de Castro, toda Arte quer ser música.


Agradeço, como Neil Gaiman o fez em Sandman, aos meus pais por não estranharem minhas leituras, seja elas quais fossem, e permitir o desenvolvimento de minha voz de ¨escriba¨ e, conseqüentemente minha formação como autor.

Se no caso da música, o movimento punk (o mesmo do ¨do-it-yourself¨ - referindo-se ao rock´n´roll, e que hoje pode até remeter aos livros de auto-ajuda) era parte farsa, parte ingenuidade, ¨Modinha Punk I e II¨ são a obra consciente da criatividade e da leveza ingênua. O que não deixa de se apresentar como uma leitura sofisticada..


Biografia


Fernando Farah e’ autor dos elogiados ¨O Rei da Montanha¨ e ¨O Nêmesis¨. Sua obra, podemos assim dizer, é um vertiginoso mapeamento do seu imaginário, incluindo aí, contos, fábulas, biografemas, poesia e poemetos.

Carioca, de signo escorpião, estudou no GIMK, formou-se em Publicidade/Propaganda pela PUC – Rio, e obteve seu Mestrado pela USC (Los Angeles) aonde cursou Communication Management e começou a redigir seu primeiro livro enquanto tal, ¨O Rei da Montanha¨.

Interessa-se por cinema, garotas, cartas, viagens, música e filosofia. Farah acredita no I Ching, na gravidade e na vida. Ele é um sonhador.

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