Aproveitando o clima bom, fui ao Centro Cultural Banco do Brasil (centro da Cidade) ver a exposicao do holandes doidivano Escher. Parece-me que e' a segunda visita de sua obra `a cidade (lembro-me dos meus amigos Fred e Rodrigo indo ve-la da primeira vez, ha' muito tempo atras, `a priscas eras...).
Para quem, como eu, e' um cetico quando se diz que uma equacao matematica pode ser "elegante", ou simplesmente "bela", Escher esta' ai' para provar o contrario.
Dono de poderoso dominio das tecnicas geometricas aplicadas `a ilusao ilustrativa, e possuidor de notavel imaginacao criativa, o artista compos pecas sobre intrincadas perspectivas, visoes abstratas e composicoes que brincam com a ilusao de otica.
Seus quadros sao famosos. Eu mesmo possui' um poster deles, mais tarde descartado. De qualquer forma, a sua estetica repousa nos vigorosos efeitos e caprichadas imagens. E' muito maneiro. E essa maneirice tem a ver com um livro que estou lendo, do filosofo, Heidegger ("Nietzsche"). Trata basicamente sobre "A vontade do poder" que permeabilizaria todo artista, e toda a arte como consequencia. O mundo seria o que em portugues ficou estabelecido com "Vontade de Poder" mas que, na minha opiniao esta' mais proximo do conceito de "Qualidade", como descrito em "Zen e a Arte da Manutencao das Motocicletas". Um conceito, uma forca, um evento, mais abstrato que a abstracao por nao ser explicavel, ou inteligivel. Esta alem, e por tras de tudo. Esta alem da realidade e do tempo, e concretiza-se, ao mesmo tempo no mundo palpavel.
Enfim, e' preciso meditar sobre a obra, yang por natureza, e que, levada em consideracao, e' fator de prazer intelectual e estetico.
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